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  Foram vários os povos que ocuparam esta região deixando inúmeros vestígios da sua presença.

A zona de Cabeço de Vide, por ser rica de água, durante todo o ano, nas Ribeiras de Vide e do Vidigão, terá atraído os povos sedentários do Neolítico, que aqui se estabeleceram, solicitados pelos prados verdes das margens das ribeiras e pela abundância de caça que a charneca oferecia.

Outros povos e raças ocuparam esta região em épocas indeterminadas, sem deixarem rasto visível, como Fenícios e Cartagineses.

Há dois mil e 500 anos, os Lusitanos, sucessores dos Celtas, foram senhores destes espaços, por longos tempos.

Os Romanos tiveram aqui uma presença fortíssima tendo por aqui ficado durante 6oo anos, e os vestígios da sua presença encontram-se amiúde. Nas hortas, quintas, chamadas "vilas", que construíram nas termas que exploraram junto à Ribeira de Vide onde ergueram um magnífico balneário, nos fortes e até na reparação que fizeram nas bases da fortaleza da Vila, do lado Norte.

Por aqui passava a famosa Estrada Legionária que ligava Lisboa a Mérida, passando pelo balneário das termas, e seguindo paralela à actual estrada nacional.

Os árabes estiveram no sul da península cerca de 780 anos e também se estabeleceram em Cabeço de Vide como em todo o Alentejo.

No ano de 1160, D. Afonso Henriques conquista a povoação que é retomada e destruída pelos árabes em 1190. As batalhas pela posse da vila vão-se sucedendo e em 1211, Dom Afonso II transfere, os monges cavaleiros de Évora para Avis entregando-lhes um feudo enorme que inclui Cabeço de Vide, incubindo-lhes a defesa do Alto Alentejo.

Finalmente Dom Sancho II, em 1240 toma de assalto a fortaleza de Vaiamonte e expulsa de uma vez os sarracenos do Alto Alentejo.

Por esta razão a vila de Cabeço de Vide possui um Património muito interessante tanto a nível imobiliário como documental.

Um magnífico exemplo foi encontrado na Misericórdia de Cabeço de Vide, em 1990, um pergaminho com o desenho de um mapa dos princípios do século XVI, onde está representado o Mar Mediterrâneo e as nações, cidades e portos que então o circundavam. Este documento de alto valor histórico e cartográfico, é um dos mapas náuticos mais antigos que se encontram em Portugal, pois pensa-se que seja contemporâneo da descoberta do caminho marítimo para a Índia.
 
Casa da Câmara e Torre do Relógio Pelourinho
Igreja Matriz Fortaleza de Cabeço de Vide
Capela da Senhora dos Anjos Nascente das Águas
Cruzeiro do Espírito Santo Igreja do espírito Santo
Misericórdia Rua da Ordem de Avis
Estação Outeiro da Forca
   
 
   
   
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