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Nascente das Águas
As águas sulfurosas de Cabeço de Vide foram utilizadas
pelos Romanos, desde 118 anos antes de Cristo, durante cerca
de 600 anos. As ruínas do balneário que aqui edificaram
encontram-se por baixo do actual balneário.
Diz a tradição, que a chamada "fonte do Bolegão"
ou "fonte do Borbolegão" como lhe chamavam
no séc. passado ilustrando a visão que se tinha
das águas brotando da terra ao borbulhões antes
da fonte estar entaipada, que é romana e a nascente de
origem por eles utilizada.
Estas águas, cujo caudal é muito abundante, foram
conduzidas para o fontanário de três bicas, junto
ao balneário.
O fontanário, que cobre a nascente à flor da terra, é |
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rectangular; à frente tem dois arcos
abatidos assentes sobre uma coluna quadrangular de granito trabalhado,
da Herdade Grande, donde os Romanos se abasteciam para as suas
construções. O tecto é formado por uma
abóbada de dois tramos semi-esféricos com nervuras.
O seu estado actual é produto de várias reparações
e transformações no decorrer dos séculos.
Nos fins do século passado ainda tinha alpendre e uma
placa ou muro diante dos arcos, para impedir que os animais
se abeirassem da água. Em frente há ainda um pequeno
logradouro cercado por um poial onde pousavam as bilhas.
A actual abóbada pode ser contemporânea do tecto
da nave lateral da Matriz, pois tem o mesmo estilo de nervuras,
mas aquela coluna quadrangular de granito da Herdade Grande,
faz pensar em origens romanas, a condizer com a tradição.
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