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Igreja Matriz é um templo amplo de duas naves, sem grandes
efeitos artísticos e de arquitectura popular.
O corpo principal, porventura do século XVI, tem quatro
arcos redondos de alvenaria e abóbada de meia cana; a
nave lateral, mais curta, tem três arcos, também
de alvenaria, e a sua abóbada de desenho medieval com
nervuras onduladas, está dividida em quatro meias luas.
Frente ao Altar-Mor, ricamente entalhado em barroco do séc.
XVII, existem três sepulturas do séc. XVI, sendo a da direita
do navegador da casa d'El Rei, António de Azambuja, filho do
Comendador de Cabeço de Vide, Diogo de Azambuja.
D. António de Azambuja foi um fidalgo e navegador português
dos tempos de D. Manuel e de D. João III
e comandou em 1548 uma das naus da armada de
João Henriques que seguiu para a Índia com o fim de |
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assegurar a posse dessa parcela
do Império, já então em desmoronamento.
Na segunda capela ao lado da Epístola, encontra-se a
campa subterrânea, fechada por uma lousa trabalhada e
datada de 1653, de Frei Gaspar Ribeiro de Simas e de sua mulher,
D. Francisca de Siqueira. No arco em frente foi fixado o seu
brasão.
Frei Gaspar Ribeiro de Simas participou activamente na Guerra
da Restauração entre 1641 e 1646. Estes serviços
valeram-lhe a nomeação, em Maio de 1649, de Capitão-Mor
de Cabeço de Vide e de Alter Pedroso. Em Agosto do mesmo
ano foi confirmado como cavaleiro professo da Ordem de Avis.
Entre 1607 e 1656 foi várias vezes Provedor da Santa
Casa da Misericórdia de Cabeço de Vide.
A ligação da Matriz de Nossa Senhora das Candeias
à Ordem de Avis é testemunhada por exemplares
da heráldica da Ordem de Avis existentes neste templo,
designadamente, no lavabo da sacristia e na pedra de fecho da
abóbada, situada na primeira capela lateral do lado da
epístola.
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