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Da
Igreja do Espírito Santo, Pinho Leal, no livro Portugal
Antigo e Moderno, em 1874 diz ser "esta igreja uma das
mais antigas da província já existentes antes
da Vila ser do Mestrado de Avis", portanto antes de 1211,
ano em que a Vila, por doação de Dom Afonso II,
passou para a dependência do Mestrado.
O "design" actual da Igreja do Espírito santo
vem do período áureo da Vila, mais propriamente
do início do séc. XVI. O Pórtico principal,
o lateral, e o retábulo da sepultura de Brás Gonçalves
Figueiró são de mármore do séc.
XVI.
O telhado está oculto por uma platibanda guarnecida com
ameias paralelepipédicas truncadas; o campanário
é clássico, com um sino, do séc. XVI, outro
do séc. XVII e uma sineta no olhal cimeiro.
A nave lateral foi acrescentada para ampliar o espaço
da igreja, no tempo de Brás Gonçalves Figueiró. |
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As obras, iniciadas em 1952, mostraram que esta
igreja sofreu grandes restaurações nas paredes
no séc. XVI, ou por terem ruído com o terramoto
de 1531, ou porque Brás Gonçalves Figueiró
quis mesmo substituir os dois pórticos de granito (de
que se descobriram os vestígios), pelos actuais pórticos
de mármore, e deixar num deles a cruz de braços
duplos, para atestar que a Confraria desta Igreja e o próprio
templo eram pontifícios, independentes de qualquer autoridade
civil ou canónica.
Nestas obras foram encontrados pavimentos inclinados para o
altar-mor, usados nas igrejas visigóticas.
A Igreja do Espírito Santo foi também sede da
Confraria do Espírito Santo. Brás Gonçalves
Figueiró em 20 de Janeiro de 1516, sendo síndico
e procurador da Confraria do espírito santo de cabeço
de vide, conseguiu a união da sua Confraria à
congénere da Cidade de Roma. Para tal deslocou-se a pé
a Roma nos meses de Junho e Julho de 1517, onde conseguiu que
a Confraria de Cabeço de Vide fosse considerada "Santa
Apostólica Confraria do Hospital do Santo Spírito
da Cidade de Roma de Cabeço de Vide".
De Brás Gonçalves Figueiró, apenas sabemos
o que diz o manuscrito do compromisso da Confraria e o que refere
a sua lousa tumular na Igreja do Espírito Santo, onde
se lê: "Aqui jaz Brás de Gonçalves
Figueiró, homem solteiro. Fundou esta casa. Foi a Roma
a pé, pelas indulgências desta casa. Faleceu com
a idade de 80 anos na era de 1550".
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