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Estação de Cabeço de Vide é
um edifício de linhas graciosas, agradável no
seu traçado marcadamente português, nos seus granitos
trabalhados, no beiral e cimalha muito nossos e nos lindíssimos
painéis de azulejos policromados, pintados por L Batistini,
em 1933.
Os motivos dos painéis exteriores são mesmo sugestivos.
Há porcos no montado, apanha da azeitona, trajes do campo
e da Vila, criação de cavalos, pastoreio de ovelhas,
debulha do trigo com bestas, tiragem da cortiça, lavra
da terra com muares, a sementeira, a ceifa,
o transporte do trigo para a debulha, a Torre do Relógio
a Casa da Câmara e o Pelourinho.
No alto da fachada, há outro painel emoldurado de flores,
com o Escudo das Quinas ao centro. |
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A Estação
foi desactivada há algumas décadas e foi recentemente
alvo de uma intervenção de recuperação
e adaptação transformando-a na actual magnífica
Estalagem Rainha D. Leonor.
O responsável pela recuperação e na altura o arquitecto principal
do Gabinete Técnico de Fronteira João Calvino, concebeu o projecto
respeitando inteiramente o passado arquitectónico do edifício.
Esta opção revelou-se a mais problemática pois 60% dos azulejos
estavam danificados ou não existiam devido a furtos. No entanto,
o arquitecto solucionou o problema recolocando os azulejos espartilhados
do interior numa perspectiva contemporânea e no exterior
"assumiu a história violentada" assumindo as falhas com
reboco. O resultado aprovado pelo IPPAR, é uma arquitectura
minimalista que valoriza os vestígios do passado, os pórticos,
a colunata e os painéis de azulejo que convivem em harmonia
com a nobreza dos matérias escolhidos e a qualidade dos equipamentos.
Uma visita indispensável!!
(os contactos da residencial encontram-se na página - Oferta Turística)
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