OArtesanato de Cabeço de
Vide possui alguns fiéis representantes que resistem à
mudança dos tempos continuando a trabalhar diariamente.
A Antiga escola de Cabeço de Vide foi recuperada e convertida
em Centro de Artesanato, no entanto, não existem muitos jovens
interessados em aprender estas artes e provavelmente ninguém
lhes dará seguimento.
As iniciativas com o intuito de dinamizar as ARTES E OFÍCIOS
são muitas e a partir do dia 3 de Fevereiro de 2007, Cabeço
de Vide conta com mais um equipamento totalmente dedicado ao artesanato,
a CASA DE ARTES E OFÍCIOS, no Largo de Santo António.
Não deixe de fazer uma visita!!
>>Manuel Fontainhas - Relojoeiro
Manuel Fontainhas homem de muitos talentos, Presidente da Junta de
Freguesia de Cabeço de Vide, ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia,
desde os 12 anos que se dedica à arte de relojoeiro.
Na sua relojoaria da Avenida da Libertação auxiliado
pelas máquinas e ferramentas de precisão vai dando largas
à imaginação e ao engenho. Trabalho que exige
muita paciência, dedicação e concentração.
Aliada à sua paixão pelo ofício tem a mágoa
de não ter ninguém a quem transmitir os seus conhecimentos.
"Qualquer dia já ninguém consegue arranjar um relógio
mecânico".
>>Teresa Branquinho - Tecelã
Mantas de Monsaraz, montagnaques, toalhas em linho e algodão,
colchas e vestuário são as peças que habitualmente
produz.
Só há 10 anos se dedica exclusivamente a esta actividade,
mas desde os 10 que domina a arte da tecelagem.
O domínio da arte é profundo e Teresa é responsável
por todos os passos do fabrico desde a tosquia até ao fiar
da peça. É mestre na arte do tingimento da lã
utilizando pigmentos à base de plantas.
Pode encontrá-la na antiga escola de Cabeço de Vide,
transformada em Centro de Artesanato.
Outra das vertentes do artesanato de Cabeço de Vide, são
as peças fabricadas em cortiça, madeira e chifre.
Gaspar Rosa Motaco e Francisco Pinto Nisa são
mestres nesta arte.
>>Francisco Pinto Nisa - Artesão
Francisco Pinto Nisa aprendeu a arte em pequeno aos treze anos,
quando ajudava os pastores.
Observando foi aprendendo sozinho e hoje domina como ninguém
a madeira e o bunho. Das suas mãos saem cadeiras, mesas,
camilhas, colheres de pau e muitos outros artefactos.
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